Entrevista: Sérgio Fernandes, co-fundador Digital Nomads Portugal

O Sérgio Fernandes já dispensa muitas apresentações no meio do nomadismo digital português. É um dos fundadores da primeira comunidade portuguesa que se formou à volta deste estilo de vida e de trabalho, a Digital Nomads Portugal.

A comunidade Digital Nomads Portugal é uma referência para mim e para o Nomadismo Digital Portugal. Acabamos por ser parceiros e amigos. Trabalhamos juntos para tornar este estilo de trabalho mais popular e provar aos portugueses de que ainda é possível ser feliz com o trabalho.

Quem é o Sérgio?

Licenciado em Informática pela Universidade do Algarve, trabalhou vários anos em, aquilo que chama, corporate jobs: “até gostava daquele trabalho corporate na altura. Entretanto mudei de emprego por diversas vezes e cada vez mais me custava ter que ir para um escritório onde iria estar a trabalhar para clientes do outro lado do mundo, acedendo remotamente a eles graças à internet. Começou a não me fazer sentido ter que estar no escritório para poder fazer isto, poderia estar em qualquer lado que tivesse internet”.

Depois de quase seis anos a trabalhar em Lisboa na área da informática e de ter começado a perceber que “o trabalho pode ser feito fora do escritório”, decidiu despedir-se e voltar para o Algarve para encontrar uma solução profissional que o deixasse realmente feliz e satisfeito.

A primeira oportunidade apareceu depois de algumas semanas e de muitas horas de pesquisa sobre trabalho remoto: começou a trabalhar como programador para uma empresa sediada no Reino Unido.

Depois dessa primeira experiência, foi mais fácil: “a partir daí as portes abriram-se e comecei a descobrir mais e mais informação sobre trabalhar remotamente, site, blogs, comunidades, etc”.

Obstáculos e desafios

Quando se é empreendedor, muitos dos obstáculos tornam-se desafios que se quer ultrapassar a todo o custo. Os “não-horários”, a procura de clientes, a organização do trabalho, tudo isso são desafios.

No entanto, o Sérgio aponta o dedo a algo que é, para muitos, uma barreira muito difícil de ultrapassar que é a falta de ajudas do Estado português: “não existem, não apostam nos novos empresários, vejo isso todos os dias em vários ramos e com várias pessoas amigas”.

Outro grande desafio, sobretudo para quem começa, é o de encontrar a área e o tipo de mercado certo. A falta de brainstorm, análise do mercado e da concorrência e de “ter um foco bem estabelecido do público-alvo” faz com que as pessoas fiquem bastante perdidas e com ideias profissionais sem conseguir concretizar.

Planeamento

A organização é um dos temas que tem que ser abordado sempre que falamos de trabalho remoto. Cada trabalhador remoto acaba por tentar encontrar o seu equilíbrio e o Sérgio, ao trabalhar sobretudo para o Reino Unido e para os Estados Unidos (com diferentes fusos horários), tem uma organização de trabalho meticulosa: “uso a parte da manhã para estar em contacto com os meus clientes do Reino Unido e a parte da tarde ou noite para estar em contacto com os meus clientes dos Estados Unidos. Tenho por hábito planear semanalmente as minhas tarefas, consoante a alocação que tenho aos clientes e projetos”.

“O dinheiro não é assim tão importante: a liberdade é muito mais importante”

É uma das aprendizagens que é mais partilhada pelos nómadas digitais à volta do mundo. A quebra com os valores da sociedade e a valorização das experiências, das memórias e dos momentos presentes faz com que o dinheiro seja importante sim, mas que não seja a maior das prioridades da vida.

O Sérgio defende até que, “por vezes nós temos aquilo que necessitamos, mas como somos regidos pelas regras da sociedade temos sempre que ter mais isto e mais aquilo”.

O minimalismo e a simplicidade na vida são duas das aprendizagens mais valiosas desta caminhada enquanto nómada digital.

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Digital Nomads Portugal

A descoberta deste nicho ainda pouco (ou nada) explorado apareceu durante uma conversa com o Cláudio Domingos. O Cláudio é o co-fundador do Digital Nomads Portugal. Com ele, “constatámos que existia uma grande comunidade de pessoas que desenvolveram negócios que podiam gerir a partir de qualquer lugar do mundo e que optaram por se estabelecer em Portugal, devido ao bom clima, localização e baixo custo de vida”.

Com esta constatação, encontraram uma falta de informação gigante. Não só para os nómadas digitais estrangeiros já baseados em Portugal, mas também para os portugueses. Quem procurava algumas ideias gerais sobre este movimento não encontrava nada.

Perante essa necessidade, criaram, em maio de 2015, a Digital Nomads Portugal. Durante esse processo construtivo decidiram ir ao DNX Global. Esse evento realizou-se nesse mesmo ano em Berlim. É um evento que junta nómadas digitais do mundo inteiro.

E o futuro do nomadismo digital português?

O Sérgio partilha da minha ideia de que “os próximos dois/três anos serão importantíssimos” para as comunidades nómadas portuguesas.

Com o aumento dos espaços de cowork e de eventos que trazem ao nosso país nómadas digitais mundialmente conhecidos, Portugal é um dos novos destinos que tem vindo a estar presente em quase todos os programas de nomadismo digital.

As empresas portuguesas vão, acredita, começar a ver este potencial. Vão perceber que esta liberdade é compatível com trabalho e produtividade. “Estamos a caminhar para que o trabalho não seja necessariamente preciso ser feito dentro de um escritório e a liberdade de trabalhar de onde se quer está cada vez mais ativa na sociedade”.

O verão de 2017 reserva também uma grande surpresa para Portugal. O evento da DNX Global será realizado no nosso país. Este evento promete pôr o nomadismo digital nas “bocas” de todos os portugueses. A comunidade Digital Nomads Portugal estará presente nesta conferência como parceiro e colaborador.

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Krystel Leal

Freelancer em Marketing Digital, apaixonada por movimento e viagens, lançou em 2016 o primeiro site português dedicado ao Nomadismo Digital.

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