Como implementar o trabalho remoto – incluíndo nas empresas? O Remote Shift chegou para ajudar

Remote Shift 2019 - Conferência de Trabalho Remoto

Diz-se muitas vezes que “o trabalho remoto remoto é o futuro”. Se em Portugal esta prática ainda é muito pouco corrente entre as empresas, a verdade é que nos Estados Unidos estima-se que 63% das empresas tenham atualmente trabalhadores remotos (seja numa base diária ou pontual).

Num dos episódios do podcast Take Nomadismo Digital, falei precisamente da minha opinião sobre o trabalho remoto e a realidade em Portugal.

Por estarmos num plano ainda muito verde e inicial, acredito que a fase em que nos encontramos deve ser – ainda – de falarmos de flexibilidade, e não apenas de trabalho remoto.

Ter empregados remotos ou implementar o trabalho remoto numa empresa necessita de educação, tanto nas posições hierárquicas superiores e de gestão, como também dos próprios empregados.

Trabalhar remotamente é diferente do que trabalhar no escritório – e passando o futuro claramente por este modelo, é preciso adaptar toda a cultura da empresa e as pessoas que fazem parte dela.

Flexibilidade no trabalho é, a meu ver, o primeiro passo: permitir que o trabalho seja flexível ao nossos planos e objetivos pessoais. Instaurar a noção de que o trabalho deve-se adaptar à nossa vida – e não o contrário.

Com esta ideia, acredito que o trabalho remoto seja a evolução clara, seja ele numa recorrência constante ou pontual.

Para ajudar as empresas a perceber não só o potencial da flexibilidade de horários, mas também de como podem implementar um modelo de trabalho remoto, surge em Portugal a primeira grande conferência dedicada ao tema.

Remote Shift: o maior evento sobre trabalho remoto em Portugal

A Remote Shift é uma conferência que tem como objetivo ajudar a fazer a mudança da cultura do trabalho em Portugal.

Neste evento de dois dias, os participantes terão acesso a conferências de quem já trabalha remotamente, e quem trabalha em empresas que implementam este modelo ou até de quem gerencia equipas remotas.

É uma conferência dedicada a empresas que têm o desejo de fazer o shift para o trabalho remoto, mas também a freelancers remotas, nómadas digitais e empreendedores.

O evento tem como organizadores:

  • o Gonçalo Hall, nómada digital, trabalhou para a empresa Remote-How e é fundador do Remote Work Movement;
  • a Joana Sá, empreendedora e co-fundadora da XO Digital Studio e do Clube Meu Bem;
  • o Henrique Paranhos, formador de marketing digital e fundador da WE.Brand Agency, agência cem por cento remota.

O que esperar desta conferência?

A Remote Shift vai realizar-se em Lisboa, no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa nos dias 26 e 27 de Outubro.

Serão dois dias com várias conferências, mas também com debates e intervenções práticas, para ajudar trabalhadores independentes, equipas e empresas a olhar para o trabalho remoto como uma alternativa profissional válida e possível.

Já foram anunciados alguns intervenientes, como por exemplo:

  • Cláudio Cigarro: designer de comunicação na NameCheap, trabalha de forma totalmente remota para esta empresa, que é uma das maiores do mundo no que diz respeito a alojamentos e domínios;
  • Victoria Haidamus: designer de produto digital, co-fundadora do movimento BeOfficeless no Brasil;
  • Mariana Naccaratti: country manager da IATI, uma empresa de seguros de viagem que está a apostar muito não só nos nómadas como público-alvo, como também no trabalho remoto como política interna da empresa;
  • mais oradores serão anunciados mais nos próximos dias. Acompanha a conta de Instagram da Remote Shift para saberes tudo.

Parceria do Nomadismo Digital Portugal com a Remote Shift

Claro que faz todo o sentido que o Nomadismo se associe a este evento.

Não podendo estar em Portugal para poder participar fisicamente no Remote Shift, associo-me de forma clara a este projeto.

Acredito que quanto mais se falar de trabalho remoto, mais esta alternativa se tornará normal e aplicável.

Mais do que falar, o que este evento traz de forma interessante e inovadora, é a componente mais B2B, mais dedicada as empresas, para tentar influenciar as hierarquias e, no fundo, “quem manda”.

Os membros da Comunidade Digital do Nomadismo Digital Portugal têm acesso a um desconto de 10% durante a fase de Early Bird e de 20% durante a fase normal.

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Vamos juntos fazer o shift?

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