O que é isso do trabalho do futuro?

Trabalho do Futuro com Robos e Automização

Trabalho do futuro. Nunca se falou tanto do trabalho do futuro. Vivemos numa era de aceleramento tecnológico e nunca tanta coisa mudou em tão pouco tempo.

Dificilmente a geração anterior à nossa (ou até mesmo nós mesmos há alguns anos) imaginaríamos ser possível trabalhar ao computador estando de pé (fãs de standing desks por aí?), ter um jardim na cobertura do prédio dos escritórios, trabalhar lado a lado com outras empresas ou conectarmos-nos, em segundos, a qualquer outra pessoa que está do outro lado do mundo – e ver, em tempo real, o que ela está a fazer no nosso documento.

A tecnologia influencia em muito a nossa forma de viver.

Hoje podemos pedir comida quente acaba de fazer entregue à nossa porta de casa.

Podemos chamar um transporte privado através de uma aplicação. Podemos tirar dúvidas com o nosso médico via uma aplicação. Podemos trabalhar de qualquer lugar do mundo. 

E isso, claro, a tecnologia acabou por influenciar em muito a forma de vermos não só o trabalho, como também o próprio espaço de trabalho.

De escritórios tradicionais atulhados de papel, migrámos para espaços open-space e para coworks colaborativos.

Com todo este avanço e mudança que está a acontecer, é natural que estejam a surgir cada vez mais estudos que tentam entender como será o trabalho do futuro.

Como é que estaremos a trabalhar daqui a alguns anos?

Será que teremos sequer um escritório?

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Trabalharemos todos os dias a partir de um mesmo lugar?

Antes de pensar no modelo de trabalho propriamente dito, é interessante começar esta reflexão sobre o que será o trabalho.

Um estudo da consultora PwC realizado em 2017, estimou que 30% dos trabalhos do Reino Unido estariam em risco de desaparecer até 2030 por causa do automatismo e da tecnologia.

Um outro estudo do Institute of the Future em Palo Alto, realizado também em 2017, tem algumas conclusões muito interessantes:

  • Estima-se que os alunos de hoje terão tido 8 a 10 empregos diferentes quando tiverem 38 anos;
  • Não só terão vários empregos, como as tarefas e os serviços que irão prestar serão completamente diferentes daquilo para o qual estão a estudar. Estima-se que cerca de 85% dos empregos que os alunos de hoje terão em 2030 ainda não foram inventados;
  • Muitos deles serão freelancers (prestadores de serviços) – estimando-se que os freelancers representarão 50% da força de trabalho nos Estados Unidos em 2020. Para informação, em março de 2019 estimou-se que os freelancers já representavam 35% da força laboral nos Estados Unidos.

No entanto, não acho que estas estatísticas nos devam assustar. Pelo contrário, acredito que devem servir para consciencializar as pessoas e as organizações para que se aumente a literacia digital.

Chegámos a um momento em que é essencial o desenvolvimento de competências pessoais que nos tornem capazes de estar totalmente prontos para tudo o que ainda nem sabemos que vai existir.

O que vai fazer um bom trabalhador do futuro é a sua adaptabilidade constante. É o pensamento crítico. É o conhecer bem aquilo com que está a lidar. É o conseguir, de forma rápida, adaptar-se aos desafios que irão aparecer à sua frente.

O que nos paralisa e nos leva ao medo é o desconhecimento. E é por isso que acho essencial que cada um de nós, que quer ter uma parte ativa neste mundo de mudança e evolução, deve saber o que é o digital.

O digital é o terreno no qual nos vamos movimentar diariamente e é urgente conseguirmos-nos adaptar de forma rápida (mas inteligente) às mudanças que ele está a provocar nos nossos contextos de atuação.

A escola, neste momento, não dá muita resposta a estas necessidades. Continuamos a ensinar as mesmas coisas da mesma forma como eram ensinados há gerações atrás.

Se o momento é drasticamente tão diferente, as necessidades de conhecimento são, também elas, completamente diferentes. Porque é que o ensino não mudou assim tanto?

Se no início da minha escolaridade eu precisava de alguém que me contasse a história do Napoleão ou que me indicasse a melhor enciclopédia onde eu pudesse ir ler mais sobre o tema, hoje temos acesso a toda a informação sobre qualquer momento histórico na ponta dos dedos, em segundos, e complementada com vídeo, áudio, imagens ou até jogos.

O que é necessário neste momento é termos competências sociais e humanas para conseguir analisar a mudança, criticar o problema e adaptarmos-nos para encontrar uma solução.

É preciso ensinar competências sociais para que se consiga analisar tudo o que aconteceu no passado e acontece no presente, para nos seja possível, a cada um de nós, a plena preparação e adaptação ao futuro.

E nesse processo de adaptação, é essencial entendermos o terreno no qual nos vamos movimentar, o digital.

Mesmo com os melhores profissionais na tua empresa, mesmo com os melhores diplomas no teu currículo, se não fizeres evoluir o teu conhecimento, o que sabes hoje ou aprendeste há uns anos na faculdade de pouco ou nada servirão num trabalho que estará completamente diferente amanhã.

Mais do que coworks, trabalho remoto, empresas deslocalizadas e sem horários ou nomadismo digital, o modelo de trabalho do futuro resume-se a uma grande palavra: adaptabilidade.

E para te conseguires adaptar, preparei um curso online recheado de conhecimentos sobre o como é que podes criar uma atividade profissional do zero, que tenha logo como base esta questão da adaptação constante a um mercado, clientes e necessidades que mudam com o tempo. Clica aqui para te inscreveres na última turma do ano do curso online Free-lança, para profissionais que querem saber como criar, do zero, uma atividade profissional independente que não se dissipe e desapareça com o tempo.

Porque daqui a um futuro que é menos longíquo do que imaginas, terás que lidar com o desaparecimento de muitas tarefas que hoje sustentam o teu trabalho. Deixo-te a reflexão: se amanhã a tua profissão desaparecer, estarás pronto para reagir?

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