O conceito de empreendedor pode ser usado tanto num trabalho fora da era digital, como na nossa área do nomadismo digital e do trabalho de freelancer. Este é um termo muito usado e respeitado pela sociedade em geral, mas sabes o que, realmente, este termo significa?

Sabes a diferença entre empreendedor e empresário?

Sabes que, apesar de eles poderem estar interligados, não têm o mesmo significado?

Entre estes dois termos existem diferenças que irás perceber no final do artigo e que, de alguma forma, esperemos que te guiem na estrada do autoconhecimento. Vamos começar, antes de tudo, pelo significado geral de empreendedor.

O que é um empreendedor?

Um empreendedor é, acima de tudo, um “Resolvedor de problemas”. Ele pode estar num determinado local e ver que esse local tem um problema. Quando menos esperamos, ele está a tentar encontrar a solução para o mesmo, colocando-a em prática assim que possível. Normalmente vê as oportunidades onde as outras pessoas não conseguem ver.

Imagina, por exemplo, o caso do Steve Jobs. Ele foi melhorando cada produto seu porque percebia que as pessoas necessitavam de algo que mais ninguém dava. Dessa forma, como deves saber, ele estava sempre à frente em questões tecnológicas. A ideia é, basicamente, a mesma.

O empreendedor não é alguém que se encontra, constantemente, numa zona de conforto. É alguém que, mesmo que se sinta bem nessa zona, vai sair porque encontrou algo que tem que ser resolvido. O trabalho de um freelancer pode interligar-se, facilmente, com o empreendedorismo.

Qual a diferença entre empreendedor e empresário?

Empreendedor é, portanto, alguém que vê o défice e tenta resolvê-lo. O empresário, no entanto, é alguém que tem outros princípios que não a resolução de problemas.

O empresário é, geralmente, o chefe de toda a organização, mas não significa, necessariamente, que a ideia de negócio seja dele. Geralmente tem outros princípios que se baseiam em gerar lucros e no crescimento da empresa.

Já consegues ver a diferença, certo? O empreendedor vai buscar a solução ao problema e o empresário vai vende-la e lucrar com isso. Portanto, sim, um empreendedor pode ser um empresário, mas o espírito de um empresário é diferente de um empreendedor e, muitas vezes, ser um não significa ser o outro.

O empreendedor pode ter atuação em qualquer área. Não necessita ser empresário, pode ser um trabalhador que se encontre num expediente de oito horas diárias, todos os dias da semana, e que não tenha a menor intenção de entrar pela vida de freelancer como nós. Nessa posição, o empreendedor pode contribuir com ideias que irão mudar aspetos da empresa. Será o suficiente para ser considerado empreendedor.

O empresário tem como trabalho a gestão e nada mais. Ele estará, realmente, no topo da empresa.

É possível ser empreendedor no mundo digital?

Para pessoas como tu, que desejam entrar na área do freelancer ou do nomadismo digital, é possível ser-se empreendedor. Existem várias formas de empreender na era digital e até podemos comentar algumas delas a seguir. Mas, antes disso, é importante que tenhas em mente que não é por empreenderes na internet que serás mais ou menos que um empreendedor que se foque no mundo físico.

O empreendedor tenta mudar algo. E esse algo não tem que ser, exclusivamente, o mundo físico. Portanto, se tiveres boas ideias, podes começar a empreender hoje mesmo. Vamos dar-te alguns dos casos mais comuns no empreendedorismo.

  • Blogs: Este é o caso mais comum e, provavelmente, também tu deves estar a pensar nisso. Existem diversos temas que merecem ser alvo de passagem de conhecimento, assim como existem outras formas de divulgação de conhecimento que ninguém usou e que, se calhar, tu já pensaste e estás ansioso para colocar em prática. Com os blogs apenas necessitas colocar a tua imaginação e trabalho duro em prática. → Vais gostar de ler: Como criar um blog: o guia passo-a-passo para iniciantes
  • Lojas Online: Apesar de isto já ser um tema conhecido, não deixas de poder empreender. Tu vais inventar o conteúdo da tua própria loja de acordo com o que encontrares em falta no mercado. Alguns dos produtos serão revenda, mas, com o passar do tempo, talvez invistas em produtos totalmente teus. Vale a pena experimentar esta ideia. → Vais gostar de ler: E-commerce: uma forma de começar um negócio digital
  • Infoprodutos: Achas que o público tem um défice de conhecimento em determinado tema? Faz um workshop, um e-book ou qualquer outro produto que seja do teu interesse. O importante é mudares um défice que exista no mercado e empreenderes verdadeiramente. → Vais gostar de ler: Como criar um infoproduto e ganhar dinheiro com ele
  • Qualquer outra ideia: Se tiveres outra ideia, força. Investe nela e vê se podes resolver o problema que encontraste em primeiro lugar. Depois tens que estudar o teu mercado e ver se, realmente, alguém iria beneficiar da tua ideia.

O simples facto de estarmos a caminhar neste trilho de nomadismo digital, já nos torna potenciais empreendedores. Temos que, a partir do primeiro dia, ir atrás dos défices no mercado e, com os nossos serviços, resolvê-los. Não com um cliente, mas com cada cliente com quem trabalhares. Não é uma tarefa fácil, mas vais ver que é uma tarefa que vale muito a pena.

Além disso vais estar a resolver um défice desde o primeiro dia. O teu próprio défice. Seja porque não querias horários, porque querias ser mais livre ou por qualquer outra razão, empreendeste para ti.