Existe muita confusão com a definição de nómada digital. Se a palavra nómada é relacionada de forma imediata a nomadismo e a movimento, a verdade é que o conceito de nómada digital tem vindo a ultrapassar em muito esta ideia inicial de uma pessoa que trabalha online enquanto viaja. Em inglês, é empregue a expressão de location independent para falar desta geração de pessoas que têm um trabalho que pode ser feito de qualquer lugar do mundo.
Esta mudança de denominação e aumento de preferência por location independent, está relacionada diretamente com o facto de que nem todos os trabalhadores remotos passam o tempo todo a viajar.
Se existem nómadas digitais que são realmente nómadas e que estão constantemente em movimento, outros preferem ter uma base em alguma cidade que gostem.
Em português, ainda não existe nenhuma expressão que consiga traduzir o location independent da língua inglesa. No entanto, é importante que se fique com a certeza que ser nómada digital não implica necessariamente viajar o tempo todo.
Ser nómada digital é sim, ter a liberdade de movimento. Se te apetece viajar, podes fazê-lo sem teres que te preocupar em procurar emprego no local.
Ser nómada digital é trabalhar remotamente numa atividade profissional que depende única e exclusivamente da Internet – e não de uma localização. Ser nómada digital é ser-se livre para estar onde se quiser.
O trabalho cabe na mochila e não precisa de um escritório fixo para poder ser feito
Existem vários nómadas digitais que privilegiam uma cidade ou local para ter a sua base – na qual acabam por passar a maior parte do seu tempo – mas que aproveitam para viajar, quando lhes apetece!
Em Portugal, temos o exemplo do Joni Oliveira que trabalha de forma remota mas que tem como base principal a Tailândia.
A própria fundadora deste projeto Nomadismo Digital Portugal, trabalha também de forma cem por cento remota mas vive atualmente em Palo Alto, na Califórnia.
No Brasil, temos o exemplo do casal Jaque Barbosa e Eme Viegas que depois de terem viajado durante vários meses, decidiram fixar-se na cidade de Florianópolis no Brasil.
Os fundadores do projeto Pequenos Monstros, Debbie Corrano e Felipe Pacheco, têm também há vários anos a sua base em Berlim, na Alemanha….apesar de viajarem e muito! Budapeste, Paris ou Barcelona, já são várias as cidades pelas quais estes dois nómadas (e seus dois cães, Luca e Lisa) já passaram.
Como vês, não precisas de estar constantemente a viajar – ou viajar de todo! – para seres nómada digital.

