Entrevista a Marta Chan, blogger do Viver a Viajar

Viver a viajar é para muitos um sonho, mas a Marta faz desta expressão uma realidade e um mote de vida que tenta espalhar a todos aqueles que a querem ouvir (ou ler).

Marta Chan é a pessoa por detrás do blog português Viver a Viajar, um blog que nos mostra o quotidiano de uma pessoa que não se cansa de viajar, de viver a vida a fundo e de ser feliz, mesmo que com pouco.

É alguém que poupa para viajar, provando que viver a viajar não é significado de gastar muito.

Algarvia de gema, Marta sonhava ser jornalista mas foi perante o curso intitulado Educação e Intervenção Comunitária que o seu coração e mente acabaram por ser levados na faculdade: “quatro anos depois terminei este curso com o sentimento de que, mesmo que nunca consiga trabalhar na área, aprendi imenso sobre os outros e sobre mim”.

Quando acabou esse curso tão ela, meteu na cabeça que queria trabalhar no estrangeiro, e assim foi.

Ocupou um verão com dois trabalhos que lhe permitiram juntar dinheiro suficiente para a viagem, sustento de primeiro mês e primeiro carro para os Estados Unidos: aos 24 anos rumou até ao Maine para trabalhar como educadora social, inserida num programa de intercâmbio para europeus.


Mas mesmo com esse desejo de descobrir o mundo, a vida de imigrante não era para ela: “apercebi-me que jamais poderia ser imigrante, um ano fora de Portugal foi demasiado penoso. Poderia ter ficado mais um ano, mas recusei”.

Ao voltar para Portugal, foi apresentada, infelizmente, a uma realidade bem presente em muitas associações: a corrupção.

“Encontrei um trabalho como Educadora Social numa associação localizada numa vila, em que iria trabalhar, essencialmente, em Desenvolvimento Local. Rapidamente apercebi-me que era uma associação corrupta e não quis compactuar. Na mesma altura a Índia começou a chamar por mim, então procurei projectos de voluntariado, ao que encontrei a Humana na Noruega, que mandava voluntários para África e Índia. Mais uma associação corrupta e aqui quase perdi a fé na Humanidade.”

Mas a Índia chamou mais alto: e ela ouviu

Mesmo com essa descrença pelos programas de voluntariado com os quais foi tendo conhecimento, a Marta não abandonou a ideia de querer ir para Índia. E acabou por ir!

Trabalhou arduamente durante mais um verão, conseguiu juntar o suficiente para o voo e para uma viagem que contava de ser de um ou dois meses…mas que acabou por durar sete meses!

“A partir daqui já não queria fazer mais nada a não ser viajar. E foi isso que aconteceu, as viagens passaram a ser o meu estilo de vida.”

Marta Chan - Viver a Viajar em Hampi, na Índia

Trabalhar remotamente?


A Marta está na fase em que está a desenvolver a sua atividade remota para puder continuar a viajar com estabilidade financeira: “estou a tentar perceber como poderei trabalhar remotamente, pois quero continuar a viajar”.

A trabalhar com o Worldpackers, vai tentar conjugar esse trabalho com uma nova aventura. A Marta vai fazer House Sitting na Califórnia!

“Vou para a Califórnia fazer House Sitting na casa de uns amigos. Cuidar da casa, limpar, dar comida e brincar com os cães, regar as plantas e árvores e ainda conseguir passear e viajar, enquanto os meus amigos vão de viagem”.

Poupar para continuar a viver a viajar

Desde cedo que a Marta percebeu onde é que podia poupar para continuar a viajar. A base principal dessa poupança é fixar prioridades. Diz-nos que “a minha prioridade era viajar então todo o dinheiro que guardava era para esse fim”.

Carros parados ou que se utilizam de forma esporádica. Rendas que podem ser evitadas ou feriados que podem ser trabalhados. São apenas dois exemplos de formas de conseguir juntar dinheiro para poder viajar.

Uma dica que a Marta dá a quem tem pouco dinheiro mas quer viajar, é escolher destinos adequados ao orçamento. “Se não tens muito dinheiro, terás de escolher um destino cujo estilo de vida seja barato. Assim, países como Islândia, Noruega, Austrália ou Suíça estão fora de questão. Até ao momento, os países mais baratos que viajei foram: Índia, Tailândia, Guatemala, Camboja, Roménia, Nicaragua e Bolívia”.

Planeamento na hora da viagem, pensar e fixar gastos associados ao transportes, alimentação e alojamento são essenciais.

Existem formas gratuitas de viajar ou de estar alojados, como o couchsurfing. Estas formas não devem ser esquecidas na hora de poupar dinheiro durante uma viagem!

Viver a Viajar é mesmo possível

Com o seu blog, a Marta tenta mostrar aos seus leitores, através de relatos pessoais e reais, que “viajar é das experiências mais enriquecedoras que o Ser Humano pode viver”.

Viver a viajar é mesmo possível, seja de formas mais tradicionais (viajar pontualmente ou fazer o chamado low travel – viajar ficando longos períodos de tempo em cada destino), seja de formas mais aventureiras como de auto-caravana.

Viajar não tem de ser caro, e a Marta é a prova real disso mesmo!

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